17 de fevereiro de 2008

Lágrimas secas correm-me pelo rosto
e quando as amparo com as mãos
vejo-as da cor do sangue, rubras, quentes.
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São de um sangue que me ferve por dentro
e teima em sair,
são de um sangue contaminado que me envenena,
que me arruína o coração,
que me rasga as veias
com que me sinto frio e febril.
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Largo num choro desesperante
e tento libertar-me de ti
sangue maldito
que me mantinhas vivo e agora me queres matar
expulso-te de mim
e mesmo assim não vais...
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Estás-me por dentro.
És-me como nunca ninguém conseguirá ser.

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