Susurran a mis espaldas
Y a mi me importa un bledo" la la la





Conversa com uma galega que o mundo tende a achar louca e onde eu encontrei uma amiga ocasional (ainda estou para discernir este termo – amiga ocasional)
Ela: Oye, y ¿cómo está todo ahora? Me pareces mejor, pero uno nunca sabe… ¿Esos problemillas que tenías han pasado?
Eu: Bueno, primero no fueron problemillas, fueron problemas de verdad y luego, nena, pasar nunca pasan, pero la verdad es que me siento mejor, creo que un día todo se arreglará.
Ela: ¿Sabes qué? Para ser feliz tienes dos posibilidades – o cambias la realidad o bajas las expectativas.
Eu: No me jodas… Cambiar la realidad solo si lo dejo todo, si me hago las maletas y me voy a vivir a Argentina. Y bajar las expectativas… ¡ni sé cómo hacerlo!
Ela: Piénsalo… si bajas las expectativas todo de arregla.
Eu: ¿y si no tengo más expectativas que bajar?
Ela: Te jodes y te vas a Argentina a bailar el tango en la acera y vivir de unas monedas que te echen.
Será mesmo verdade? Baixar as expectativas ou mudar a realidade? Tenho pensado nesta conversa frequentemente e, na verdade, faltam-me argumentos que a contraponham!

Precisava que se abrisse uma porta, uma janela, um túnel com uma luz lá bem no fundo. Precisava ser outro porque, sendo quem sou, não preencho os espaços que o passado deixou vazios e completo espaços que não são meus.
Incomodam-me a debilidade dos outros e não suporto fraquezas, talvez porque me julgue forte, talvez porque tenha aprendido a vencer a pulso.
Olho à minha volta e percebo que nunca tive tanto mas percebo, também, que ainda tenho uma vida de conquistas pela frente. Não posso aceitar grilhões a sonhos que me propus, isso nunca… posso apenas deixar tudo em banho-maria. E olhando à minha volta, percebo que tudo o que tenho é nada porque tudo passa a nada quando não se vive inteiramente as conquistas de uma vida.
Precisava que se abrisse uma porta, uma janela, um túnel com uma luz lá bem no fundo e eu pegava na mão de quem amo e fugia para sempre. E se a porta fosse pequena, fundir-nos-íamos num só, se a janela fosse alta, voaríamos juntos e se o túnel fosse longo demais, pegava-te ao colo sempre que te cansasses.
E se se abrisse uma porta, uma janela, um túnel com uma luz lá bem no fundo só precisava de saber que virias comigo.

